Uma esmagadora maioria (78%) dos executivos que se pronunciam no Barómetro de Janeiro da ACEGE, um dos que colheu maior participação por parte dos gestores cristãos, defende a aprovação do Orçamento do Estado para 2013 pelo Tribunal Constitucional. Mas cerca de metade manifesta preocupação com a falta de consenso político e apoia a criação de um pacto social Oito em cada dez empresários e gestores (77,8%) acredita que o Orçamento do Estado para este ano não é inconstitucional, defendendo por isso a sua aprovação pelo Tribunal Constitucional (TC). Esta é uma das principais conclusões do mais recente barómetro mensal da Associação Cristã de Empresários e Gestores, realizado em parceria com a Renascença, o jornal OJE e a Netsonda. No estudo de opinião realizado entre os dias 10 e 11 de Janeiro, no qual foram validadas 351 respostas (um recorde relativamente à média habitual de respostas), apenas 15% defende o chumbo do documento. Em reacção às afirmações de Luís Morais Sarmento quanto aos efeitos de um eventual chumbo do Tribunal Constitucional ao OE 2013 – o que, segundo o secretário de Estado do Orçamento, teria como primeira consequência “Portugal ficar sem dinheiro” –, a grande maioria dos executivos diz-se de acordo com o governante. Mas quando questionados sobre a eventual criação de um pacto social, cerca de 51% dos inquiridos revela-se preocupado com a falta de consenso a nível político, apoiando o desenvolvimento de um pacto social entre o Governo e o Partido Socialista. Redução de indemnizações divide gestores
Ao contrário, a convicção de Pedro Passos Coelho de que o País não está a iniciar um ciclo vicioso do qual não consegue sair, e que se vislumbra a saída de um período difícil para Portugal, recentemente sublinhada pelo primeiro-ministro, mereceu um largo consenso por parte dos respondentes – 72,6%, contra apenas 20,5%. Certo é que a maioria dos empresários (mais de 65%) espera uma clara redução do IRC, no âmbito da prometida reforma dos impostos, e depois de o próprio ministro da Economia ter defendido a descida para 10%, nos novos investimentos. Quanto ao negócio falhado da venda da TAP ao grupo Sinergy, de Germán Eframovich, cerca de metade dos inquiridos consideram que o Governo ainda tem de explicar o cancelamento da venda, enquanto 33% dão o assunto por encerrado. O necessário exemplo dos líderes O Barómetro da ACEGE inclui ainda a questão fixa “Como define o seu estado de espírito em relação ao País?”, que permite determinar uma tendência. Pela segunda vez, e após meses em que o sentimento geral dos gestores registou uma nota mais pessimista, os respondentes mostram-se ligeiramente mais confiantes. Face à edição de Dezembro, os “francamente optimistas” crescem de 1,1 para 1,4% e os “moderadamente optimistas” de 24,1 para 25,1%, enquanto os “moderadamente pessimistas” descem de 34,5 para 29,9%. Ainda assim, os “francamente pessimistas” sobem de 24,1 para 25,1%. Realizado em colaboração com a Netsondajunto de altos responsáveis de empresas portuguesas, o inquérito mensal é constituído por perguntas de sentimento económico formuladas pelos três parceiros da iniciativa e enviadas aos gestores associados da ACEGE. A 14ª edição do Barómetro foi realizada entre os dias 10 e 11 de Janeiro, período durante o qual foram questionados 1184 empresários e validadas 351 respostas. |
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